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nov 15

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ALERTA SOBRE RESGATES DE FAUNA POR VOLUNTÁRIOS

O SINDIBIO-MG após receber denúncias de ações de Manejo de Fauna Silvestre irregulares e com atos fora das medidas protocolares de segurança do patrimônio genético de nossa Biodiversidade, vem por meio deste, alertar de forma educativa os riscos deste procedimento.


Clique Aqui se tiver problemas para visualizar.

 

Como algumas pessoas estão relatando dificuldade de ler o texto, replicamos ele abaixo:

Alerta Sobre Resgates de Fauna por Voluntários

A soltura de Animais Silvestres é perigosa para a estabilidade do Meio Ambiente e deve ser feita com acompanhamento de Profissional Credenciado com Conhecimento Certificado e Experiência em Manejo de Fauna Silvestre.

Mesmo indetectável aos nossos olhos, animais da mesma espécie possuem características genéticas próprias de seus grupos populacionais.

A soltura de um indivíduo de uma espécie em um local onde ocorram indivíduos desta mesma espécie não é garantia de preservação e sobrevivência e sim pode gerar uma “contaminação” por incompatibilidade dos genes destes animais, levando a infertilidade e declínio populacional, com até possível EXTERMÍNIO. Em um processo lento e gradual por décadas.

Estudos prévios de Filogeografia e Filogenética publicados em bases de dados científicas permitem consulta para qual o local, exato e propício à soltura do animal capturado, trará real conservação da espécie e manutenção da Biodiversidade exercendo seu papel chave no ecossistema.

Além do risco de cruzamentos genéticos incompatíveis ou danosos, os animais após captura devem permanecer em quarentena para se evitar também disseminação de contaminações por doenças e outros agentes químicos, biológicos e nucleares que o animal pode ter adquirido em contatos com fontes contaminantes ou colaterais por suas debilidades em função do stress de captura.

A impulsividade sem racionalidade é um ato de vandalismo
Faça o bem, Faça Direito, Preserve com Sabedoria.

Consulte um Profissional Regulamentado Especialista em:

  • Zoologia de Vertebrados (Mastofauna, Avifauna, Herpetofauna, Ictiofauna).
  • Ecologia e Manejo de Vida Silvestre
  • Biologia da Conservação

Podem ser Biólogos e Médicos Veterinários com PÓS GRADUAÇÃO concluída com Experiência Profissional nestas áreas e Registro em seu Conselho Profissional (CFBIO-CRBios Lei Nº 6.684/79, CFMV-CRMVs Lei Nº 5.517/68)

Espécies exóticas (estrangeiras) ou nativas fora do seu habitat de origem quando introduzidas na natureza se transformam em pragas e desestruturam o meio ambiente local.

A captura, transporte e/ou soltura de animais silvestres sem Licença / Autorização do IBAMA é Crime Ambiental Federal

  • Lei 9.605/1998 Art. 31. Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
  • Art. 61. Disseminar doença ou praga ou espécies que possam causar dano à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas: Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.
  • Lei 9.985/2000 (SNUC) Art. 31. É proibida a introdução nas unidades de conservação de espécies não autóctones. (autóctone = aquele que é natural de uma dada região).
  • Decreto Legislativo Nº 2/1994 – Convenção Sobre Diversidade Biológica
  • Decreto 4.339/2002 – Política Nacional de Biodiversidade
  • MMA IBAMA IN nº 146/2002 – Estabelece os critérios para procedimentos relativos ao manejo de fauna silvestre (levantamento, monitoramento, salvamento, resgate e destinação).

Em caso de Dúvidas, consulte: http://www.icmbio.gov.br/ran/legislacao/instrucoes-normativas.html

Uma Ação Educativa do Sindicato dos Biólogos de Minas Gerais

 

Link permanente para este artigo: http://www.sindibiomg.org/site/?p=792

15 comentários

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  1. Lucas Martins

    Olá, entendo a preocupação quanto a biodiversidade, mas as pessoas estão de mãos atadas quanto aos procedimentos correntos para segurar as diversidade do rio. Gostaria de pedir que anunciassem os meios corretos para o manejo da biodiversidade do nosso Rio Doce.
    Obrigado,

    1. Fabiano Presidente

      Olá Lucas, basta procurar um profissional como citado para que os oriente na elaboração do plano de resgate e as técnicas que serão usadas, pois ele pode ser o Responsável Técnico da operação.
      No caso da translocação dos peixes do Rio Doce, ideal usar todo tipo de tanque possível, como caixas d’água, piscina(não tratada ou com água nova sem tratamento para piscina).
      Em lagos, açudes e represamentos é ideal utilizar tanques de rede para que os peixes não fujam para os rios aos quais eles não pertencem.
      Na coleta deve se evitar ao máximo o stress do animal, que em excesso faz liberar hormônios que acabam causando a atresia dos órgãos reprodutores deixando-o incapaz de reproduzir futuramente.
      Os tanques de transporte devem ter aeração por bomba e a temperatura e PH da água equivalentes ao do local de coleta para que o peixe não entre em choque, em último caso, se o local está bom sem ter ainda contaminação da lama, encha os tanques de coleta com a água do local de coleta que PH e temperatura estarão resolvidos.
      Na soltura é ideal preparar a temperatura do tanque com a mesma temperatura da água para onde ele será inserido. Pode-se bombear a água do local de destino para o tanque de coleta e deixar aos poucos que transborde para ir misturando e dando tempo para o peixe se acostumar com as mudanças.
      No local de destino deve se monitorar a quantidade de oxigênio dissolvido, no caso de uma população acima da capacidade de suporte ele pode cair e levar à morte por asfixia.
      Uma forma mais prática de se evitar é usando bombas que captem a água do fundo e lance para o ar de forma que caia de novo no lago para oxigenar. Por isso que em lagos artificiais se tem chafarizes que nada mais fazem isto citado anteriormente.
      Lembrando que os animais terão de ser alimentados conforme seus hábitos alimentares, podendo-se usar ração ou isca mais específica para cada grupo alimentar/espécie.
      De todo modo, lembramos que são apenas dicas para auxiliar e não encorajamos que as pessoas façam sem acompanhamento de um profissional habilitado.

      Att,
      Fabiano Assunção
      CRBIO 49154/04-D

  2. André Tavares

    Q a vida seja “Doce” nas lagoas,sem o mar de lamas,do “Rio”…

  3. Evandro de Castro Sanguinetto

    Boa tarde,
    Li com atenção o “Alerta Sobre Resgates de Fauna por Voluntários” e fiquei me perguntando se estão em seu juízo perfeito e se tudo não passou de uma piada de mau gosto.
    É piada isso de “Ação Educativa”? Ameaçando ao final com a Lei de Crimes Ambientais? “A impulsividade sem racionalidade é um ato de vandalismo”? Estão loucos?
    Onde, no site do SINDIBIO-MG, há texto destacado, apontando, denunciando e responsabilizando a Samarco pelo CRIME, já consumado, público, notório e em processo judicial?
    O último texto antes dessa excrescência publicada dia 15 é de 24 de julho. Mais de 10 dias se passaram do rompimento da barragem e nem uma palavra de repúdio à mineradora?
    Onde está o repúdio do SINDIBIO-MG à presidência da república, ministra do meio ambiente, semad, icmbio e tantos mais, uns pela letargia e outros por deixarem a coisa chegar a esse ponto?
    Onde está a indignação do SINDIBIO-MG com a demora da mineradora, governo estadual e federal em tomar atitudes concretas para conter e minimizar os danos?
    Onde está o SINDIBIO-MG defendendo com unhas e dentes o direito à vida de centenas, milhares de pessoas e espécies mortalmente atingidas pelo desastre, o maior do país e um dos maiores do mundo?
    Ação Educativa decente seria colocar todo aparato do SINDIBIO-MG, seus técnicos, especialistas, mestres e doutores à serviço da comunidade.
    Ação Educativa seria realizar uma convocação geral de biólogos e outros profissionais para doarem seus talentos no auxílio imediato, urgente, para a população e espécies atingidas.
    Ação Educativa seria, como biólogos, estudantes da vida, defensores da vida, cobrarem pública e enfaticamente as responsabilidades de quem realmente as tem: Samarco, Vale, SEMAD, ICMBio, Governo do Estado, Governo Federal.
    Ação Educativa seria criarem um link para dar respostas aos cidadãos, respostas diretas do SINDIBIO-MG, indicando onde e como fazer o resgate corretamente, no lugar de indicar o site do ICMBio com a legislação e normas, que em nada auxilia nesse momento e só faz trazer mais confusão.
    Ação Educativa seria vcs se desculparem publicamente por esse texto e se colocarem à disposição da população que está lá na ponta, ralando pra tentar salvar, de fato, a vida de inúmeras espécies, enquanto vcs geram textos como esse, que em nada ajuda e deve fazer os biólogos se perguntarem que tipo de representação profissional eles tem afinal.
    Abs,
    Evandro

    1. Fabiano Presidente

      Bom Dia Sr. Evandro, Paz.

      Tudo que foi escrito apresenta a realidade, a verdade, os riscos e o que temos de conhecimento sobre as responsabilidades e implicações em Manejo de Fauna.

      É nosso dever profissional e de cidadania zelar para que tanto nós e a sociedade atuem da melhor forma possível na salvaguarda da vida.

      Tratar de acusar, responsabilizar, declamar textos fleumáticos em nossos canais de comunicação para repetir o que o Ministério Público e até a mídia internacional já sabe, trará só ganho de espaço da mídia para nos autopromover e não faz parte da nossa política tirar proveito da desgraça, da morte para lustrar nosso símbolo ao público, sendo que efetivamente não há nenhum poder nosso para mudar a situação, mudar o governo, mudar o lobby, mudar os órgãos de fiscalização, mudar a empresa e muito menos a máfia envolvida além de nos expor a riscos e gastos que não trarão resultado. Só barulho. Isto também demanda respaldo jurídico para que não incorra em Injúria, Calúnia e Difamação, pois se não temos provas materiais para acusar, ligar as relações e comprovar-las, nós é que seremos processados. Você sabe muito bem como funciona o oportunismo de quem joga sujo e quer se safar para inverter as posições e intimidar, perseguir, ou até mesmo eliminar aquilo e aqueles que são inoportunos aos seus objetivos. E já passamos por isso (http://www.sindibiomg.org/site/?p=396).

      Temos que reconhecer nosso tamanho, capacidades e limites.

      No que trate da esfera trabalhista, da coação, perseguição, cerceamento, fraude, corrupção, assédio moral por parte dos empresários empregadores contra os biólogos trabalhadores é nosso campo de atuação e execução. Além de ser improcedente é injusto o Senhor querer colocar todas responsabilidades citadas em cima deste sindicato, haja vista estarem foram da esfera trabalhista, que neste caso asseguramos a atuação profissional do biólogo em harmonia com outras profissões que também poderiam atuar no caso, conforme (convidamos à leitura) do Decreto-Lei Nº 1.402/1939 – Regula a associação em sindicato (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del1402.htm).
      Muito antes do incidente, nós já estávamos atuando. Fazemos parte da Frente Ampla Contra o PL 2.946/2015 Estadual, participamos da audiência pública e dialogamos na soma de forças com o pessoal do Projeto Manuelzão, além de contribuirmos agora para o Grupo independente de Avaliação de Impacto Ambiental (GIAIA) – Samarco/Rio Doce, temos grupos de discussão privativos em inteligência para intercâmbio entre profissionais envolvidos e ademais, haja vista nossa história, em que fomos atores na criação do MPRD – Movimento Pró Rio Doce que teve importante papel no cancelamento da construção do aeroporto industrial na ZA do Parque Estadual do Rio Doce (http://ong.prosperustec.com.br/mprd/). Nossa articulação é de inteligência nos bastidores e com uma verba irrisória que fazemos milagre, que você mesmo pode vir a conhecer nossos registros contábeis. E nós aqui somos todos voluntários, não temos salário, diária ou qualquer ajuda de custo, muito pelo contrário, fazemos vaquinha para que as coisas continuem funcionando somado com os biólogos que contribuem mensal e voluntariamente pelos botões de assinatura aqui nesta coluna da direita do site 

      Existe um documento coletivo que ainda não foi terminado para publicação, elaborado em 14 de novembro com o manifesto das Entidades Representativas de Biologia referentes ao caso da SAMARCO (Vale/BHP) no Município de Maria, bacia do Rio Doce e Região Costeira do Brasil. Este documento ainda não foi aprovado por unanimidade entre todos os participantes e está em revisão.

      Nossa ação educativa, ao qual o senhor se refere ter lido atentamente, deixa claro que o importante é ter um profissional credenciado que tenha conhecimento certificado sobre a questão de manejo de fauna silvestre para que o mesmo dê as orientações adequadas à situação in loco para evitar danos subsequentes maiores, inclusive infringir a legislação vigente.
      Inclusive tentamos condensar as informações de forma a atingir a maior gama possível de leitores, de forma a traduzir nosso “tecnicismo academiquês” para uma forma mais popular e assimilável. Contudo os fundamentos apresentados em seu conteúdo, além de estarem em conformidade com a Legislação Ambiental Brasileira, também tem respaldo no consenso da comunidade científica em suas publicações sobre Manejo de Fauna e Conservação da Biodiversiade e bem sabemos o quanto é perigoso misturar populações de locais diferentes como também subdividir-las em grupos isolados, o que interrompe o fluxo gênico e promove a endogamia levando a uma perda da viabilidade adaptativa e reprodutiva, culminando em extinção a médio e longo prazo quer seja por fatores endógenos quer seja exógenos.

      Assim esperamos, como divulgado, que profissionais locais detenha conhecimentos atualizados e atinência à legislação ambiental vigente e ao nosso Código de de ética da Atuação do Biólogo (Resolução CFBIO Nº2/2002):

      Art. 2º – Toda atividade do Biólogo deverá sempre consagrar respeito à vida, em todas as suas formas e manifestações e à qualidade do meio ambiente.
      Art. 3º – O Biólogo exercerá sua profissão cumprindo o disposto na legislação em vigor e na específica de sua profissão e de acordo com o “Princípio da Precaução” (definido no Decreto Legislativo nº 1, de 03/02/1994, nos Artigos 1º, 2º, 3º e 4º), observando os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
      Art. 4º – O Biólogo terá como princípio orientador no desempenho das suas atividades o compromisso permanente com a geração, a aplicação, a transferência, a divulgação e o aprimoramento de seus conhecimentos e experiência profissional sobre Ciências Biológicas, visando o desenvolvimento da Ciência, a defesa do bem comum, a proteção do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida em todas suas formas e manifestações.
      (…)
      Art. 16 – O Biólogo deve cumprir a legislação competente que regula coleta, utilização, manejo, introdução, reprodução, intercâmbio ou remessa de organismos, em sua totalidade ou em partes, ou quaisquer materiais biológicos.
      Art. 17 – O Biólogo deverá efetuar a avaliação e denunciar situações danosas ou potencialmente danosas decorrentes da introdução ou retirada de espécies em ambientes naturais ou manejados.

      Onde novamente, tendo se o conhecimento das implicações e métodos reiteramos a necessidade de se defender a sociedade de erros que possam ocasionar situações desastrosas como a que temos em solo nacional, a exemplo, dos javalis que não são do Brasil e que foram soltos na natureza em um ato de bondade inconsequente por criadores e hoje, são uma praga que promovem a devastação de plantações, a destruição de APP’s em zonas úmidas e ataques mortais à animais e pessoas na zona rural, se espalhando pelos estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Acre e ineditamente o IBAMA autorizou sua caça, captura e abate (vide: http://www.ibama.gov.br/areas-tematicas-fauna-silvestre/manejo-e-controle-de-javalis) e no que se trate de peixes temos os mais recente caso do nosso peixe Pacu (Piaractus brachypomus) que foi introduzido na bacia do rio Sepik-Ramu na Nova Guiné como solução em aquacultura para a peixamento e subsistência local de pescadores nos anos de 1995-1997 e foi tida como um sucesso, mas recentemente em publicações científicas foi comprovado a veracidade dos mitos populares de que o Pacu se tornou carnívoro e possui predileção e arrancar partes humanas para alimentação, principalmente da genitália masculina, sendo conhecido como o “Pacu-Corta-Bolas” (como citado por Correa et. al., 2014 – infra listado).

      E por fim, ao que tange translocações como Manejo de Fauna Silvestre, convidamos à leitura dos seguintes artigos para que informe-se melhor:

      • GRIFFITH, Brad et al. Translocation as a species conservation tool: status and strategy. Science, v. 245, n. 4917, p. 477-480, 1989.
      • STORFER, Andrew. Gene flow and endangered species translocations: a topic revisited. Biological Conservation, v. 87, n. 2, p. 173-180, 1999.
      • DUDGEON, D. et al. Exotic species, fisheries and conservation of freshwater biodiversity in tropical Asia: the case of the Sepik River, Papua New Guinea. Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems. v.16, p. 203–215, 2006.
      • RICCIARDI, A. et al. Assisted colonization is not a viable conservation strategy. Trends in Ecology and Evolution, v.24 n. 5, p. 248-253, 2009.
      • RICCIARDI, A. et al. Assisted colonization: good intentions and dubious risk assessment. Trends in Ecology and Evolution, v. 24, n. 9, p. 477 , 2009.
      • WEEKS, A. R. et al. Assessing the benefits and risks of translocations in changing environments: a genetic perspective. Evolutionary Applications, v. 4, p. 709–725, 2011.
      • BIJLSMA, R. et al. Genetic erosion impedes adaptive responses to stressful environments. Evolutionary Applications, v. 5, p. 117–129, 2012.
      • PÉREZ, Irene. et al. What is wrong with current translocations? A review and a decision-making proposal. Frontiers on Ecology and Environment, v. 10, n. 9, p. 494-501, 2012.
      • SAX, Don F. et al. Niche syndromes, species extinction risks, and management under climate change. Trends in Ecology & Evolution, v. 28, n. 9, p. 517-523, 2013.
      • CORREA, Sandra B. et al. Diet shift of Red Belly Pacu Piaractus brachypomus (Cuvier, 1818)(Characiformes: Serrasalmidae), a Neotropical fish, in the Sepik-Ramu River Basin, Papua New Guinea. Neotropical Ichthyology, v. 12, n. 4, p. 827-833, 2014.
      • IUCN Guidelines for Reintroductions and Other Conservation Translocations. 2013.
      • IBAMA IN nº 146/2002 : Estabelece os critérios para procedimentos relativos ao manejo de fauna silvestre (levantamento, monitoramento, salvamento, resgate e destinação) em áreas de influência de empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de impactos à fauna sujeitas ao licenciamento ambiental, como definido pela Lei nº 6938/81 e pelas Resoluções CONAMA nº001/86 e 237/97

      Agora, no que se trata de nossa atuação, com o perdão do termo, não é adequado um empresário empregador incitar o questionamento da representatividade deste sindicato de trabalhadores haja vista que nós defendemos eles de vocês no cumprimento das CLT.
      Consideramos que o Senhor não estava em um bom dia e acabou se excedendo um pouco na argumentação, portanto relevamos.

      Att,
      Fabiano Assunção

  4. Rafael

    Tudo bem. Estão certos. E aí? Estamos diante do maior desastre ambiental que o Brasil já passou e é isso o que o conselho de Biologia tem a fazer pelos seus profissionais e pelo meio ambiente? Uma “divulgação” no site? É para isso que pagamos a anuidade? Vocês esperam que diante de tudo o que está acontecendo as pessoas, os pescadores, as prefeituras, o governo estadual ou federal vão sair contratando biólogos graças a essa “divulgação”? Vocês acham que essa “divulgação” que vocês fizeram vai obrigar alguém a seguir as normativas e procurar um biólogo? Em questão de horas após esse desastre o conselho de direito já estava lá regulamentando a atuação de advogados, os médicos, os engenheiros, os engenheiros ambientais, todos lá! E o que o nosso conselho faz? Divulga uma nota no site deles dizendo que tem que contratar biólogo. É isso o que temos. É por isso que a “profissão” de biólogo é mestrado, doutorado, pós-doc (anos e anos de pós doc), e, talvez, pesquisador. Fora isso, a opção é ser professor. Já perdemos diversas vagas de concursos para engenheiro ambiental, para biomédico, para bioquímicos, e por aí vai e continuará assim. Com um conselho que não se impõe, não temos opção. Citar a legislação e esperar sentado que ela seja cumprida é uma ação fadada a falhar. E como biólogo, não vou nem comentar sobre o nível da resposta que foi dada para a pergunta acima!

    1. Fabiano Presidente

      Prezado Rafael, Bom dia,

      Compreendo sua indignação, mas o SINDIBIO-MG é uma instituição associativa sem fins lucrativos com orçamento por doações voluntárias dos biólogos e independente da autarquia federal sistema CFBIO-CRBios. Aconselho o senhor reler a resposta da pergunta anterior acima que em partes pode te situar melhor o panorama e demais informações importantes.

      Att,
      Fabiano Assunção

    2. Luciana Melo

      Rafael,

      quantas reuniões do CRBio você se fez presente?

      Quantas reuniões da AMbio esteve?

      Quantas reuniões do SINDIBio MG você participou? esteve na Assembléia de Eleição ano passado?

      Acha que esses representantes, ou representações têm vida autotrófica e independente? NÂO. Nâo têm. Nenhum biólogo (exceto por aqueles ínfimos que compõe as atuais diretorias), hoje, pode, dizer, cobrar, falar nada… nada….nada….. Primeiro vá. Participe… dê suor… dê sangue…. depois cobre!

  5. Luciana Melo

    Prezados, TODOS!!! Rafael, Evandro, Lucas… etcss…

    desculpem, mas agora clamam pelo SINDIBIO? pelo CRBio 4? pela AMBio?? Cadê os biólogos nas reuniões?? Cadê os biólogos efetiva e ativamente atuantes em todas as esferas e Ações Educativas junto aos seus representantes (COnselhos, associações, sindicato)???

    Eleições ano após ano de chapa única, ano e após ano de meia dúzia de heróis levando toda uma classe inerte !

    Cadê????? Aonde????

    1. Rafael

      Prezada Luciana. Por favor não confunda as coisas. Estou reclamando de uma cobrança que me é feita anualmente, uma cobrança maior do que muitos sindicatos BEM mais atuantes do que o de Biologia! Se eu estou sendo cobrado, é obrigação deles assegurar meus direitos e benefícios como biólogos! Obrigação! Heróis??? Ser eleito não é ser herói! Cada vez mais vemos outras profissões ganhando permissão para atuar na área de biólogos! Vemos outros sindicatos brigando por salários de seus profissionais, brigando por condições de trabalho!

      O que esse “heróis” fazem por nós?? Recentemente dois biólogos morreram em condições de trabalho completamente inaceitáveis no meio do nada! O que esses “heróis” fizeram ou farão para mudar isso???

      Concordo que nós somos inertes! E estou aqui mudando isso. Estou cobrando que meu dinheiro seja bem utilizado! Que meu dinheiro me dê retorno! Se eles querem me representar, se querem COBRAR dinheiro anualmente, FAÇAM ALGUMA COISA para proteger a nossa classe! Ser eleito não é ser herói!

      Se eles não querem fazer nada! Não se candidatem também! Deixem esse conselho cair em ruinas então! Melhor do que pagar dinheiro anualmente para NADA!

      1. Fabiano Presidente

        Sr. Rafael, nós realizamos uma Assembleia Geral importantíssima em 25/08/2015 que foi divulgada para os 5 mil biólogos ativos por mailing, blogs, facebook, página e mailing do CRBIO-04, Jornal Impresso e NENHUM biólogo compareceu.
        Assista por favor e estamos aberto ao debate presencial.
        Por favor Assita precisamos arrecadar de 4 a 5 meses para fazer um evento deste:

  6. Luciana Melo

    Rafael,

    centopéia sem pata, não anda! CRBio, SINDIBio, AMBio sem biólogos não são nada! Óbvio que meia dúzias de seres humanos, heróis, no restrito sentido de serem persistentes, sim, de estarem até hoje, tentando alguma coisa, diante de uma classe que reclama, reclama, e não faz nada! Mas temo muito, que em pouco tempo, nem isso tenhamos mais.

    A AMBio já possou um período no limbo, e agora, achou outra turma vibrante, mas … vai durar o tempo que levar um biólogo de participar!

    Vivencio diariamente, na minha atuação profissional, as substituições do biólogo, por outras profissões, a constante perda de vagas e oportunidades, a constante sobreposição, sem resistências, às nossas atuações, a constante e sistemática desvalorização do Biólogo (a).

    Mas não vai mudar!!! Se não retirarmos as bundas dos sofás, irmos nas reuniões, interagirmos, fazermos acontecer a classe. Vai acabar!! E vai acabar primeiro nas representações, depois paulatinamente… o profissional.

    Dicionário Aurélio.: Representar : 1. Ser a imagem ou a reprodução de.

    Biólogos: Classe INERTE!

    Desde o ano passado, envio e-mails, convites, reclamações para um bocado de biólogos e naaadaaa! Não sou de nenhuma das representações da classe, sou apenas a classe, a bióloga.

    Para não me fazer de reclamona, participei de reuniões do ano passado, chegando de forma desconfiada, e vendo o que vi, participando como consegui, empurrando biólogos, hoje, depois desse Seminário RESTRITO do CRBio, chutei o balde! Esta classe não vai andar!

  7. Luciana Melo

    Prezados,

    “Vontade é a força psíquica que move as energias humanas e põe em atividade as determinações da inteligência para o bem, defesa e superação do indivíduo”… Logosofia.

    Façamos diferente. Recomecemos, sob outro angulo, o assunto.

    Começarei, eu mesma. A escrita é perigosa, pois não demonstra corretamente o sentimento. Não discordei de vocês, apenas apontei outro Ângulo. É um círculo sem fim, não se consegue mais dizer quem começou e quem não terminou: São as representações que não fazem nada, ou são os biólogos que não se fazem presentes? enfim…

    Vamos agregar??!!!

    Rafael, Evandro, Fabiano, Lucas , André, e se passássemos esse assunto para um momento ao vivo… que tal puxarmos uma diretriz, talvez, mais apropriadamente na AMBio ou no CRBio???

    São tão poucos os biólogos que sequer discutem!! rsrsrs Já tá até bom!!! (por esse lado).

    Na minha aflição diária ter essa oportunidade de ver outros Biologos tentando algo, mesmo que seja a própria cobrança, já é interessante.

    Fica meu convite!!!

    Abraços

  8. Rafael

    Bom, deixa eu voltar ao meu ponto de uma forma mais simples então para dicar claro.
    Me formei. Recebi uma cartinha do conselho: o senhor está irregular, infringindo a lei e vai ser multado. Você tem que se afiliar.
    “Mas eu não quero me afiliar”.
    “É obrigatório, nós representamos sua classe e regulamos sua profissão”.
    “Bom, ok, aí vai meu dinheiro”.

    Pronto. Foi isso. Agora para eu ter os meus direitos de afiliado, para ser protegido e ter minha profissão valorizada eu tenho que ser participativo, ir em reuniões, cobrar??????? Isso é ridículo. Quel tal mudarmos a mentalidade de que “a culpa é do biólogo que não participa”??????? Se eu quisesse ser participativo assim, eu teria me candidatado para ser do conselho! A CULPA NÃO É DA VITIMA! Estou sendo extorquido do meu dinheiro e a culpa é minha?????

    O conselho tem SIM obrigações que são independentes de eu ser ou não participativo! Eu nao quero ser participativo e isso não é problema nenhum porque essa não é a minha função! Luciana, você já viu médicos, advogados, farmacêuticos com essa preocupação?? Eu não! O conselho deles cobra a anuidade e faz o que tem que fazer! Se você quer achar que a culpa de o nosso conselho ser o que é, é culpa sua, tudo bem, faça isso. Mas não venha transmitir essa mentalidade para mim!

    Inacreditável que essa mentalidade de “a culpa é de quem não participa” exista! Novamente, se vão cobrar meu dinheiro, é OBRIGAÇÃO fazerem algo por mim!!!! Cobrar dinheiro e falar “não fizemoa nada porque você não participou” é justificar ROUBO!

    Bom, cansei. Aproveitem minha anuidade aí.

  9. Luciana Melo

    OK!

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